Olá pessoal, criei este blog para compartilhar com vocês atividades de Português que estou fazendo com meus alunos.

terça-feira, 10 de março de 2015

CRÔNICA X CONTO

Olá pessoal. Hoje nós vamos trabalhar com dois gêneros textuais muito comuns no nosso dia a dia. Para isso nada melhor do que uma revisão sobre as características de cada um e assim podermos verificar o que eles tem em comum.

Esse vídeo é muito esclarecedor. Espero que ajude!



sexta-feira, 6 de março de 2015

A MENINA QUE ODIAVA LIVROS

Este vídeo é ótimo para iniciar o estudo de contos. Apresentei para os alunos e eles adoraram. O melhor é que isso despertou o interesse pelo tema e leitura de contos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

JOGOS SOBRE FIGURAS DE LINGUAGEM

Como estamos trabalhando com FIGURAS DE LINGUAGEM. Aqui vai algumas dicas de jogo na Internet para você praticar.

1º Jogo - Jogo da memória.


CLIQUE AQUI



2º Jogo - Reconhecendo os recursos linguísticos





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Figuras de Linguagem

               Hoje o tema principal é FIGURAS DE LINGUAGEM.  Segundo dizem, a importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. Segue um resumo das figuras de linguagem mais importantes e exploradas em exames.

O que são figuras de linguagem?

     São estratégias que usamos para conseguir determinado efeito no texto literário, nas músicas ou na fala. 
As figuras de linguagem ou estilo são empregadas para valorizar o texto, tornando a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
   As figuras de Linguagem podem estar relacionados a aspectos semânticos (sentido), fonológico (som) ou sintáticos (disposição das palavras no discurso, na frase)

ASPECTOS FONÉTICOS

1. ALITERAÇÃO

É uma figura que os autores usam para causar um efeito relacionado ao contexto.
EX.: Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela.
A repetição do som do "x" e do "ch", parece que estamos ouvindo o chocalho.

Sendo assim, a Aliteração é a repetição do mesmo som em uma determinada estrutura.

2. ONOMATOPÉIA

Muito conhecida dos leitores de revistas em quadrinhos. A onomatopéia é a representação escrita de um som. Como o barulho que os animais fazem.
EX.: miau, miau
     au au au
     toc toc toc

3. ASSONÂNCIA

É a repetição de vogais, das mesmas vogais. 
EX.: Anule aliterações altamente abusivas. ( manual de redação humoriístico - assonância em A)

ASPECTOS SEMÂNTICOS

1. COMPARAÇÃO OU SÍMILE

Consiste em atribuir características de um ser a outro, em virtude de uma determinada semelhança.

EX.: Ela tem os olhos negros como duas jabuticabas.

Neste caso estamos comparando os olhos dela a duas jabuticabas por causa da cor, pois ambos são negros.
Observe que o conectivo de comparação usado é o "como". Podendo ser usado: que nem, igual a, feito etc.

2. METÁFORA

É o emprego de um termo com significado de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos. É uma comparação subentendida ou o emprego de uma palavra em seu sentido figurado. Os conectivos de comparação não aparece explicitamente.

EX.: Ela tem os olhos de jabuticaba. ( o conectivo "como" é eliminado)
     Minha boca é um túmulo.

3. HIPÉRBOLE

É a figura do exagero, procurando tornar mais expressiva uma ideia.

EX.: Mãe, eu estou morrendo de fome.

Você não está morrendo de fome, e sim usando essa figura para intensificar a fome. 

4. PERSONIFICAÇÃO OU PROSOPOPEIA

Também chamada de animismo, é uma espécie de metáfora que consiste em atribuir características humanas a outros. É a figura que recebe características animadas a seres inanimados.

EX.: Meu coração, não sei porque, bate feliz quando te ver. E os meus olhos ficam sorrindo...

Os olhos não sorriem, quem sorrir é gente. E o coração não vê ninguém, nós que vemos. Portanto damos características animadas a seres inanimados.

5. SINESTESIA

É uma figura de linguagem em que misturamos uma série de sensações: Olfativas, gustativa, visuais.

EX.: Como as pétalas nas flores e as tintas no arco-íris, no centro mensagem doce.

As flores - sensação olfativa
o arco-íris - sensação visual
mensagem doce - sensação gustativa.

6. METONÍMIA

É a substituição do sentido de uma palavra ou expressão por outro sentido, havendo entre eles uma reação lógica.

EX.: As paredes ouvem tudo.
    As paredes não ouvem, as pessoas que estão atrás das paredes ouvem.
  Eu ouço Chico Buarque. ( o autor pela obra). Eu não ouço Chico Buarque, eu ouço as canções de Chico Buarque.
    Os canhões disparam a morte. 
Os canhões não disparam a morte, mas eles disparam os tiros que causam a morte.

Outros exemplos de metonímia:

- o autor pela obra: Você já leu Camões?
- o efeito pela causa: Respeite minhas rugas.
- o instrumento pela pessoa: Júlio é um bom garfo.
- o continente pelo conteúdo: Ele comeu dois pratos.
- o lugar pelo produto: Ele gosta de um bom havana.
- a parte pelo todo: Não tinha teto aquela família.
- o singular pelo plural: O paulista adora trabalhar.
- o indivíduo pela espécie ou classe: Ele é um judas.
- a matéria pelo objeto: A porcelana chinesa é belíssima.
- a marca pelo produto: pacote de bombril, fazer a barba com gilete, mascar um chiclete. 

7. GRADAÇÃO

É a apresentação de ideias em progressão ascendente (climax) ou descendente (anticlimax).

EX.: "Um coração chagado de desejos
      Latejando, batendo, restrugindo."
               (Vicente de Carvalho)

A paixão crescia, amadurecia, vingava...

Oh, não aguardes, que a madura idade te converta em flor, essa beleza em terra, em cinza, em pó, em sobra, em nada. 
                              (Gregório de Matos)

Vocês podem notar que as palavras sublinhadas vão intensificando de maneira gradativa. No último exemplo houve uma intensificação até chegar ao fim.

8. ANTÍTESE OU CONTRASTE

É a figura de linguagem que mostra a aproximação de palavras de sentidos contrários postas juntas.

EX.: Morte e vida Severina. ( Morte e vida são palavras de sentido contrário postas juntinhas)

Água mole e pedra dura....( mole e dura )

"Tristeza não tem fim
Felicidade sim...." 
             (Vinícius de Moraes )

Na Antítese não se coloca necessariamente palavras inconciliáveis como no paradoxo. 

9. PARADOXO

O paradoxo apresenta palavras ou expressões de sentido contrários, mas estas palavras são inconciliáveis.

EX.: "Pra se viver do amor
      Há que esquecer o amor."
                (Chico Buarque de Holanda)

      "Amor é um fogo que arde sem se ver,
      É ferida que dói, e não se sente..."
                (Luis de Camões)

Como posso viver do amor se tenho que esquecer o amor? E como posso não sentir uma ferida que dói? Nos dois exemplos temos ideias contrárias inconciliáveis postas juntas.

10. EUFEMISMO

É uma figura de linguagem usada para amenizar o que se tem pra dizer. Consiste no abrandamento de uma expressão de sentido desagradável.

EX.: Cássia Eller partiu dessa para melhor. (ao invés de dizer que ela morreu)

11. IRONIA

Consiste na inversão de sentido: Afirma-se o contrário do que se pensa, visando à sátira ou à ridicularização.

EX.: Cada vez que você interrompe seu colega sem pedir licença, percebo como é bem-educado.

      Que alunos inteligentes, não sabem nem somar.

12. CATACRESE

É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo uso excessivo.
•Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
•Não me lembro do seu nome, mas ainda vejo as suas eternas maçãs do rosto avermelhadas.

•A asa da xícara quebrou-se.


ASPECTOS SINTÁTICOS

1. ELIPSE

Ocorre quando há omissão de um termo, que fica subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado.

EX.: No mar, tanta tormenta e tanto dano. (Luis de Camões)
      (omissão de HÁ ou EXISTE. No mar há tanta tormente...)

      Na rua deserta, nenhum sinal de bonde. (Clarice Lispecto)
      (Omissão de NÃO HAVIA)

2. PLEONASMO

É a repetição de um termo, ou reforço de seu significado através da redundância

EX.: Eu vi com os meus próprios olhos. 

É claro que você viu com seus olhos. Você queria ver com que? Com a boca?

Um outro exemplo:

A monocultura exclusiva do café.

Observe que a palavra mono já indica que é uma cultura só. Então não seria necessário usar o exclusiva, pois monocultura indica que é uma cultura só.

Hemorragia de sangue. 

Hemorragia já é de sangue, não precisa falar de sangue. Ninguém vai duvidar ou achar que você está tendo uma "hemorragia de água".

3. SILEPSE
 Ocorre quando se realiza a concordância com a ideia e não com os termos expressos.

A silepse pode ser:

* De gênero

Vossa Excelência ficou cansado com o discurso.

O pronome de tratamento "Vossa Excelência" é feminino, mas o adjetivo "cansado" está no masculino. Ou seja concordou com a pessoa a quem se referia ( no caso, um homem)

* De número

A família do réu procurou advogado e queriam saber se ele poderia ficar em liberdade durante o processo.

Família está no singular, mas o verbo querer está no plural.
"Queriam" concorda com a ideia de plural presente na palavra "família"

* De pessoa

Todos estávamos nervosos.

Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam - eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa (nós).

Temos aqui duas pessoas (eles - nós) logo, silepse de pessoa.

4. HIPÉRBATO OU INVERSÃO

É a inversão da ordem natural (direta) dos termos na oração, ou das orações no período.

EX.: Viajam cansados os pescadores de ilusões. 
      ( Os pescadores de ilusões viajam cansados)
     
     Acompanhando o som da torcida, dançava com a bola o atleta. 
     (O atleta dançava com a bola acompanhando som da torcida)

5. ASSÍNDETO

Ocorre quando há a supressão (retirada) do conectivo (conjunção). O AS do começo da palavra assíndeto está presente para indicar ausência.

EX.: O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do palco.

      O vento zunia, as folhas caíam.

      Fechei o livro, fechei os olhos, pus - me a sonhar.

6. POLISSÍNDETO

Figura que se contrasta ao assíndeto, pois consiste na repetição do conectivo (conjunção). Temos nessa figura a abundância de conjunções.

EX.: E falei, e gritei, e tentei, e gesticulei e pedi ajuda, mas ninguém parou para socorrer o gato acidentado.

     E a noite é negra 
     e estrelas não brilham 
     e pessoas mascaram a voz 
     e a dor e expõem o rosto ao risco 
     e à solidão.

7. ANÁFORA

É a repetição de termos no início de cada verso ou frases.


EX.: "Era a mais cruel das cenas. Era a mais cruel das situações. Era a mais cruel das missões..."

8. ZEUGMA

Omissão de um termo (verbo) já enunciado antes. Pode-se considerar zeugma como uma forma de elipse.

EX.: “Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.”
      (omissão de prefiro)


     "Levou seu retrato, seu trapo, seu prato, que papel! Uma imagem de São Francisco e um bom disco de Noel" 
                         (A Rita – Chico Buarque de Holanda)
(omissão de levou)

Exercício 01
Exercício 02




















  



terça-feira, 1 de abril de 2014

Substantivos


Esta é uma atividade online onde os alunos trabalham o substantivo de maneira bem interativa. Esta atividade é ideal para o 6º Ano.


Mais uma atividade interativa que trabalha com o tema SUBSTANTIVO.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Estava preparando a pauta da Reunião de Pais e Mestres e me deparei com este texto. Achei muito bom e resolvi publicar aqui no meu blog.

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

(autor desconhecido)




Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja no seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mas sabemos que ele ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi construído, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhe reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.
Certamente voltará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os filhos... Eles têm nos pais seu porto seguro até que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir juntos aos seus pais eles, nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um: a capacidade de ser feliz.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda no esconderijo para ser dada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto, mas ele não foi feito para permanecer ali.
Os pais são para os filhos, um porto seguro. Entretanto, não podem se esquecer do dever de liberá-los para navegar mar adentro e encontrar o seu próprio lugar onde se sintam seguros, certos de que poderão ser em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, devem levar valores herdados como: humildade, honestidade, disciplina, gratidão, generosidade...
Filhos nascem dos pais, mas devem tornar-se “cidadãos do mundo”.
Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles.
Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.
A felicidade consiste em ter um ideal a buscar e ter a certeza de estar dando passos firmes no caminho da busca.
Os pais não devem seguir os caminhos dos filhos e estes nem devem descansar no que os pais conquistaram. Os filhos devem seguir de onde os pais chegaram, no seu porto e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso precisam ser preparados e amados na certeza de que: Educar é um ato de amor.
“Sei como é difícil soltar as amarras”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Trabalhando com Fábulas.

    

O rato do campo e o rato da cidade
Esopo
              Um dia um rato do campo convidou o rato que morava na cidade para ir visitá-lo. O rato da cidade foi, mas não gostou da comida simples que lhe foi oferecida. Chamou então o rato do campo para acompanhá-lo na volta à cidade, prometendo mostrar-lhe o que era uma "boa vida".
E lá se foi o rato do campo para a cidade, onde ele lhe foi apresentada uma despensa repleta de iguarias como queijo, mel, cereais, figos e tâmaras.
               Resolveram começar a comer na mesma hora mas, mal haviam iniciado, a porta da despensa se abriu e alguém entrou. Os dois ratinhos fugiram apavorados, e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando acharam que o perigo tinha passado, e iam saindo do esconderijo, mais alguém entrou na despensa, e foi preciso fugir de novo. A essas alturas, o ratinho do campo já estava muito assustado e decidiu voltar para casa, onde podia comer em paz a sua comida simples.

Moral - Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.
 
Atividade para o 4º Ano

1. Leia o texto com atenção e responda as perguntas abaixo:

a) Que animais aparecem no texto?
b) Em que lugar(es) aconteceu(ram) esta cena?
c) Qual é o assunto do texto?
d) O que significa o termo "boa vida"?
e) Por que no campo encontramos mais sossego?
f) O que encontramos na cidade que não encontramos no campo?
g) Qual é a mensagem do texto?
h) Esse texto é uma:
      (    ) agenda     (    ) receita       (    ) fábula
i) Esse tipo de texto serve como:
      (    ) informação      (    ) ensinamento      (    ) divertimento