Estava preparando a pauta da Reunião de Pais e Mestres e me deparei com este texto. Achei muito bom e resolvi publicar aqui no meu blog.
(autor desconhecido)
Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja no seu
lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.
Mas sabemos que ele ali está em preparação, abastecimento e
provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi
construído, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza lhe reserva, poderá ter
que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros
portos.
Certamente voltará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais
enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita
gente no porto, feliz à sua espera.
Assim são os filhos... Eles têm nos pais seu porto seguro até
que se tornem independentes.
Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção
que possam sentir juntos aos seus pais eles, nasceram para singrar
os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias
aventuras.
Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles
aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão,
além das materiais, estará no interior de cada um: a capacidade de
ser feliz.
Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que
se guarda no esconderijo para ser dada, transmitida a alguém.
O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto, mas ele
não foi feito para permanecer ali.
Os pais são para os filhos, um porto seguro. Entretanto, não
podem se esquecer do dever de liberá-los para navegar mar adentro e
encontrar o seu próprio lugar onde se sintam seguros, certos de que
poderão ser em outro tempo, este porto para outros seres.
Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar
consciente de que, na bagagem, devem levar valores herdados como:
humildade, honestidade, disciplina, gratidão,
generosidade...
Filhos nascem dos pais, mas devem tornar-se “cidadãos do
mundo”.
Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir
por eles.
Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não
podem ser felizes por eles.
A felicidade consiste em ter um ideal a buscar e ter a certeza
de estar dando passos firmes no caminho da busca.
Os pais não devem seguir os caminhos dos filhos e estes nem
devem descansar no que os pais conquistaram. Os filhos devem seguir
de onde os pais chegaram, no seu porto e, como os navios, partirem
para as próprias conquistas e aventuras.
Mas, para isso precisam ser preparados e amados na certeza de
que:
Educar é um ato de amor.
“Sei como é difícil soltar as
amarras”.